Duxers em Lima: “Sustentabilidade é um ato contínuo de criação de dignidade para as pessoas e o ecossistema”, defende Bernardo Toro

Autores: Airton Gregório, Bibiana Dornelles, Danielli Silva, Dierli Santos e Izabel Milena Calixto, duxers da turma 2018 que participam do XIV Encontro Iberoamericano da Sociedade Civil, em Lima a convite do programa Geração DUX.

A programação do XIV Encuentro Iberoamericano de la Sociedad Civil, que acontece em Lima de 17 a 20 de setembro, iniciou com o painel “Liderar para Cooperar Hacia un Desarrollo Próspero”. A atividade contou com moderação de Leonor Esguerra, Diretora de Sustentabilidade de Valor Compartilhado da Câmera de Comércio de Bogotá, na Colômbia.

Cinco convidados participaram do painel, que buscou a reflexão sobre como fortalecer a liderança da sociedade civil:

– Edo Stork, representante do Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD) no Peru, foi o primeiro painelista a falar.

– Javier Game, chefe das operações do Banco Internacional do Desenvolvimento (BID) do Peru.

– Rodío Palomino, presidente da Coordenação de Entidades Estrangeiras de Cooperação Internacional (COEECI).- Ulrich Krammenschneider, director Residente Perú da Die Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ).

– Gabriel Baracatt, da Fundação Avina.

Cada participante compartilhou suas experiências e informações sobre possibilidades e iniciativas que buscam proporcionar o desenvolvimento sustentável, alinhadas com políticas públicas que colocam as pessoas no centro do desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Um dos tópicos de destaque do painel foi a importância da ética e da transparência para o desenvolvimento. A corrupção foi um assunto citado por vários participantes pois, segundo eles, só combatendo-a haverá a participação da sociedade civil na construção de políticas.

A programação seguiu com a participação de Bernardo Toro, responsável pela Fundação Avina, da Colômbia. A Avina é uma fundação filantrópica que trabalha para o desenvolvimento sustentável na América Latina, incentivando alianças entre líderes sociais e empresariais.

Toro ministrou uma inspiradora conferência “Da administração da pobreza à eliminação da inequidade: o principal desafio da sociedade civil, do estado e da empresa”. Na atividade, ele falou, de forma coerente e didática, sobre humanidade, desafios e dificuldades para buscar a liderança da sociedade civil. Também buscou explanar formas de promover interações entre o setor público, o privado e a sociedade civil.

Felipe Portocarrero foi o moderador da conferência. Ele é professor titular e chefe do departamento acadêmico de ciências sociais e políticas da Universidade dela Pacífico, no Peru, instituição de ensino que sediou o evento.

Destaques da conferência do filósofo e professor Bernardo Toro:

– Para ele, o planeta não está em risco, mas sim nós, da espécie humana. Necessitamos qualidade igual para todos.
– O conferencista questiona o motivo da existência do conflito armado na Colômbia.
– Para ele, a resposta é por que há apoio para o armamento, que é o princípio da guerra.
– Toro defende a necessidade de intersecção dos três setores. Para ele, se não atuarem em conjunto será impossível avançar.
– Ele ressaltou a importância da organização da sociedade, tanto dos indivíduos em todos tipos de associações quanto a sociedade como um todo entre seus setores.
– “Quem está mais organizado tem maior proteção de direitos”
– Tecido social: criar o tecido social requer investimento no fortalecimento das organizações de base. Esse tecido é a condição necessária para criar cidadania, fortalecer os mercados e fazer do estado um bem público.
– “Sustentabilidade é um ato contínuo de criação de dignidade para as pessoas e o ecossistema”
– “Imaginem o nosso continente como um território coletivo de humanidade”

Um dos destaques mais relevantes e significativos da apresentação de Toro é a ideia de que em vez de focar os esforços na eliminação da pobreza, devemos intensificar os esforços para diminuir o que cria a pobreza: a inequidade. “La pobreza es siempre la consequencia”.

 

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