Duxers falam sobre o projeto “Se essa parada fosse minha”

Conversamos com os duxers Guilherme Cecatto e Lucas Antônio, da turma de 2018, sobre a ação criada para melhorar o aceso a informações do transporte público em Porto Alegre nos pontos de ônibus.

O Guilherme tem 24 anos e representa o Sicredi no DUX.   O Lucas tem 31 anos e recentemente passou a integrar a equipe da Parceiros Voluntários em Porto Alegre. Ambos são graduados em Administração.

Acompanhe o @seessaparadafosseminha  no Facebook e Instagram para saber mais sobre o projeto.

 

DUX: Qual foi a motivação para criar o “Se essa para fosse minha”?

Guilherme Cecatto: A motivação surgiu frente a uma provocação que tivemos no módulo 3 do DUX, onde fomos convidados a nos questionarmos como poderíamos gerar um impacto positivo para a cidade de Porto Alegre, partindo da ação de nós, cidadãos. Ficamos de fato inquietos com estas ideias e com base em vários conceitos e subsídios que tivemos em outros módulos, o Lucas e eu nos reunimos no dia seguinte para dar início as ideias e ações de como tiraríamos o projeto do papel. Após uma semana de trabalho e criação, tínhamos a primeira parada de ônibus adotada, no bairro Rubem Berta.

Lucas Antônio: Diferente dos outros grupos que sugeriram a soluções baseadas em bases tecnológicas – como geolocalização por GPS, criação de aplicativos e afins – pensamos em algo que poderíamos fazer naquele momento, de acesso universal e simples. No dia seguinte ao modulo, em uma conversa de corredor, conversamos sobre colocar a ideia em pratica, no mesmo momento já saímos com um conceito de baixo custo de investimento e alto impacto aos usuários.

 

DUX: Vocês já tinham realizado algum projeto de impacto coletivo?

Guilherme Cecatto: Dessa forma nunca havia realizado. Sempre me deparei com a vontade e intenção de fazer, porém sem de fato gerar a ação. O espaço proporcionado pelo DUX me fez pensar e ter todas as ferramentas para me conscientizar como ator da sociedade, me sentindo capacitado para propor soluções e de fato executá-las.

Lucas Antônio: Já havia trabalhando como voluntário em outros projetos ligados a ensino de empreendedorismo, mas nunca dessa forma como ocorreu no “Se essa parada fosse minha”, com um impacto real no dia-a-dia de muitas pessoas. Estar encabeçando uma iniciativa me proporciona colocar em pratica as competências de liderança e suas responsabilidades.

 

DUX: Quantos pontos de ônibus já foram adotados?

Lucas Antônio: São 18 paradas de ônibus adotadas, termo que utilizamos quando uma pessoa se torna responsável por fixar a placa com os horários e linhas, em 6 bairros de Porto Alegre e uma em Rio Grande, no sul do estado.

 

DUX: Quais as orientações para quem quiser adotar um ponto de ônibus em Porto Alegre ou em outras cidades seguindo o modelo que vocês criaram?

Guilherme Cecatto: É muito simples: nos baseamos no conceito de gerar alto valor com baixo custo. Basta identificar a parada que será adotada, ver quais linhas de ônibus passam, buscar os horários no site da EPTC ou da empresa de ônibus, colocar estas informações no modelo que temos na nossa página do Facebook ou criar o seu próprio modelo. Com isso, imprimir em uma folha A4, utilizar papelão e fita adesiva para criar uma plaquinha e fixar na parada, com fita adesiva ou lacres. Ressaltamos sempre que a adoção da parada é livre, do jeito que der e do jeito que puder. Apenas aconselhamos frente a experiência que tivemos como quem adotou uma parada.

Lucas Antônio: Não há nada mais sofisticado que a simplicidade, então tudo é bem fácil. Com baixo custo, e que gera um alto impacto, criamos desde um infográfico e um vídeo tutorial de como criar a sua placa e adotar um ponto de ônibus. Mesmo tendo um modelo e nossas sugestões de confecção deixamos a critério, e de sua criatividade, a confecção da placa.

 

DUX: A repercussão dessa ação já deixou algum aprendizado para vocês?

Guilherme Cecatto: A repercussão que tivemos é algo que não imaginávamos. Em pouco tempo tivemos muitos feedbacks positivos, inclusive sendo convidados a contar mais sobre a ideia em jornais e entrevistas na TV. Um dos principais aprendizados que levo é que toda ação gera impacto, independentemente de ser pequena ou grande. Todo o esforço conta e é impactante. Fazemos algo simples, que aos poucos ajudamos a nossa comunidade e cumprimos o nosso propósito, que é motivar pessoas a pensarem em promover a cidadania, construindo uma sociedade melhor para todos nós.

Lucas Antônio: Com certeza! A repercussão que tivemos, toda a exposição na mídia, fez com que a EPTC entrasse em contato conosco para co-criarmos ideias e soluções com eles! Isso no deixa um grande aprendizado no sentido de que somos responsáveis pelas soluções do dia-a-dia, sem depender do Estado, e que atitudes de baixo custo podem gerar um alto impacto. Não há melhor sentimento de que ajudar o próximo e incentivar mais pessoas para que façam isso.

 

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