Texto dos duxers Andressa Camargo, Caroline Veleda, e Diego Guth

Em sua conferência no dia 11 de novembro, o escritor norte-americano Andrew Solomon, trouxe relatos da sua convivência junto ao seu marido e seu filho durante a pandemia que perdura em 2020. Após abrir o painel falando da esperança trazida aos EUA através dos novos rumos políticos com o resultado das eleições presidenciais, Solomon reconheceu que ainda vivemos em uma severa crise de saúde física, tão grave quanto a crise de saúde psicológica e social.

Ele destacou que atualmente mais da metade da população americana apresenta traços de depressão clínica, e um número ainda maior apresenta ansiedade clínica, sinalizando um número cada vez maior de “mortes psicológicas”. Segundo o escritor, 90% das pessoas de 10 a 29 anos apresentam algum traço de depressão nos EUA. Ainda segundo Andrew, esse quadro é agravado pelo fato de as pessoas sentirem medo, e sentirem esse medo por muito tempo. Reconhecendo a necessidade e praticando o isolamento social para preservar a saúde física dele e de sua família, fala também que o isolamento deixa as pessoas mais vulneráveis e que, por óbvio, é um tratamento menos difícil para pessoas privilegiadas.

Narrando os cuidados para manter seu filho o mais saudável física e mentalmente, Solomon acredita que estamos nos transformando e que não sabemos se terá mais força o dano permanente consequente dos efeitos da pandemia ou então a conexão permanente do redescobrimento dos laços familiares e individuais. Falou ainda que depressão é uma forma de impotência humana e que o amor e a beleza são alguns dos seus antídotos para buscar sentido em sua vida. Voltando a citar a troca de governo nos EUA, desejou que tenhamos doravante tempos de verdades, sendo estas verdades a ponte para liberdade, novas portas para a esperança. Quanto a reinvenção do ser humano, Andrew entende que o primeiro passo é o reconhecimento de que a humanidade é plural, compartilhada entre todos.