Texto dos duxers Greici Diegues, Jenifer Dona, Julia Goulart, Luana Machado e Paula Gusmão.

Fritjof Capra abriu sua conferência no Fronteiras do Pensamento 2020 observando o contexto de incertezas e crises multifacetadas em nível global e que, com a Covid-19, alerta para uma necessidade já conhecida: visão holística dos grandes problemas do mundo.

Uma crise sistêmica, composta por problemáticas que são interdependentes exige que pensemos o meio ambiente como um todo, ao que se refere relacionamentos, padrões e diferentes contextos sociais. Capra enfatiza que com os recentes acontecimentos a consciência sistêmica está emergindo, atingindo um patamar científico, onde na ciência contemporânea despertou a ideia de unicidade, sobre a evolução sob o ponto de vista cooperativo.

Essa complexa mudança entre uma visão mecânica e uma visão sistêmica de mundo, amplia as noções de que devemos compreender a existência como uma rede. Pensarmos sociedades, meio ambiente e até mesmo o universo, como uma grande rede nos traz a compreensão de que cada partícula existente compõe, com uma grande importância, o todo que conhecemos.

Por essa visão sistêmica da vida, Capra infere que a emergência do Coronavírus pode ser interpretado como uma resposta biológica de Gaia, o nosso planeta vivo. Sendo assim, o contexto mundial em que estamos comumente inseridos é uma resposta da Terra à sobrecarga que a humanidade causou a si própria, perante um exacerbado desequilíbrio social e ecológico.

Para modificar esse cenário, Capra sugere que a única saída é a sustentabilidade. Aqui, entendemos a sustentabilidade em seu sentido mais amplo: do indivíduo ao coletivo, englobando todas as esferas da vida. Desta forma, poderemos manter o foco da humanidade em processos positivos, se valendo de recursos como energias renováveis, processos economicamente sustentáveis e demais ações que promovam o aumento na qualidade de vida do planeta e de todos os seres vivos que o habitam.